Átomo: "menor partícula da matéria e indivisível"
Durante muitos anos a ideia do átomo de Demócrito permaneceu sem a preocupação em definir como era tal partícula.
Somente em meados do século XIX, o inglês John Dalton ao estudar a constituição da matéria através de reações químicas elaborou o primeiro modelo atômico ao afirmar sua teoria ( Teoria Atômica de Dalton )
Logo, Dalton considerava o átomo como uma bolinha extremamente pequena e maciça, sem cargas elétricas, ou seja, eletricamente neutra e impossível de dividi-la. Com esse modelo, sua lei da reação química pode ser aceita no meio científico.
Porém, ainda na Grécia antiga, onde os carinhas passavam o dia viajando, um deles, Tales de Mileto havia percebido que, ao atritar um pedaço de resina chamada âmbar com um tecido ou pele animal, o âmbar adquiria a propriedade de atrair objetos leves, como folhas secas, papéis, etc. Esse fenômeno foi designado de Eletricidade , ou seja, essa matéria possuía a propriedade de atrair outros corpos.
Para que a matéria apresente essa propriedade, ela deve ser formada por cargas elétricas de sinais opostos.
Já ouviram a célebre frase : "os opostos se atraem" ???
Pois é, já que após o atrito os corpos se atraem, é porque são constituídos de cargas elétricas, concordam ??
Antes do atrito, essas cargas estão presentes nos átomos e se "anulam". Após o atrito, elas se separam, uma vai para um corpo enquanto a outra permanece no outro e começam a se atrair.
Logo, é de se concluir que a matéria é constituída por cargas elétricas.
E agora Dalton ???
Seu modelo atômico não traz nenhuma referência sobre cargas elétricas.
Vejam lá :"Átomos são esferas extremamente pequenas, maciças, NEUTRAS e indivisíveis."
O modelo atômico de Dalton conseguia esclarecer muitas propriedades da matéria, porém para a eletrização dos corpos seu modelo não conseguia explicar pois considerava o átomo como uma partícula que não possuía cargas elétricas.
Em 1859, Henrich Geissler, ao estudar descargas elétricas nos gases contidos num tubo sob baixa pressão observou que a descarga elétrica deixava de ser estrepitosa e aparecia uma luz no interior de todo o tubo. Em 1875, William Crookes aumentou a voltagem da descarga elétrica e baixou ainda mais a pressão sob os gases e notou que não havia mais aquela luminosidade ao longo de todo o tubo a qual Geissler havia se referido. Crookes notou que aparecia sempre a mesma mancha luminosa em frente ao cátodo (de onde partiam as descargas elétricas) . Imaginou então que do cátodo saíam "raios catódicos" e que estes desviavam-se sempre para o lado positivo de um campo elétrico.
"Esses raios só podem ser de natureza elétrica negativa, mano"
Logo Crookes imaginou que os raios catódicos eram constituídos por partículas ainda menores que o átomo e que tinham natureza negativa, sendo chamadas de elétrons. Assim foi descoberta a primeira partícula subatômica, comprovando que o átomo poderia ser dividido.
Treze anos mais tarde, em 1886, Eugein Goldstein modificou a ampola de Crookes e descobriu um novo tipo de raio que batizou de "raio anódicos" e que estes possuíam natureza elétrica positiva pois ao passarem por um campo elétrico, desviavam-se para o lado negativo. Descobriu-se a segunda partícula subatômica que foi chamada de próton, derrubando de vez a teoria atômica de Dalton.
Para explicar esses novos fenômenos, em 1903, Joseph John Thompson elaborou um novo modelo atômico onde considerava o átomo como um "pasta"positiva recheada com elétrons que garantiam a neutralidade elétrica do átomo. Seu modelo foi chamado de "pudim com passas" onde o pudim era constituído por prótons enquanto as passas eram os elétrons.
Com o modelo atômico de Thompson, podia-se admitir oficialmente que o átomo poderia ser dividido e que era constituído por subpartículas de natureza elétrica, prótons e elétrons.
by: alexandre pizano



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